domingo, 29 de junho de 2008

A importância das perguntas

Já diz a frase “Educar é ensinar a pensar”, e a melhor forma de fazer o aluno pensar é instigar sua curiosidade. Como diz o texto: “Fazer Perguntas”, extraído do livro “A filosofia na sala de aula” de Mattwew Lipnan, “A maioria dos estudantes são curiosos e intelectualmente vivos". É muito provável que, à medida que vão crescendo, vão pensando e refletindo cada vez menos. Sabemos que na escola ainda o professor é o detentor do saber, ele é que escolhe o que seus alunos devem ou não aprender, o que lhe dá uma certa comodidade, pois estabelecendo desta forma o conteúdo, o educador está preparado para as perguntas que surgirão. Não dando oportunidade ao aluno de refletir sobre novas experiências, de buscar significado naquilo que lhe interessa e naquilo que vai ajudá-lo a crescer intelectual e cognitivamente.
Cabe ao professor incentivá-los a raciocinar, através de questionamentos variados, pois o aluno precisa transitar livremente, pelos seus pensamentos, para compreender as relações externas do seu mundo e do mundo que o cerca. Por isso a necessidade de abrir espaço para perguntas aos nossos alunos, desfiando-os a pensar, construir hipóteses e alimentando seus interesses e curiosidades. Como disse Rubem Alves "É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é
convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender".
Há muita sabedoria pedagógica nos ditos populares. Como naquele que diz:
"É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencê-la a
beber a água". De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá
água, por mais que o seu dono a surre... Mas, se estiver com sede, ela,
por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão."Todos os homens, enquanto crianças, têm, por
natureza, desejo de conhecer".

domingo, 27 de abril de 2008

Pensando sobre as 4 operações


   Sem que nós percebemos, muito antes da vida escolar, as crianças já apresentam um conhecimento sobre as 4 operações. Elas já fazem uso delas sem que saibam, como por exemplo,  ao dividir balas com amigos ou ao ver quantos dias faltam para fazer aniversário...Quando já estão apropriados dessa noção de número, nossos alunos já têm condições de realizar  atividades que envolvam idéias de adição e subtração. A construção de fatos básicos dessas operações é indicada por meio da decomposição do número em partes. Realizando simultaneamente a ação de separar e juntar, o aluno poderá desenvolver a reversibilidade de pensamento, essencial para o estudo das operações e suas propriedades. A multiplicação por exemplo, pode ser trabalhada por meio da sua idéia mais simples, a adição de parcelas iguais e a divisão pode ser trabalhada por meio da idéia da distribuição em partes iguais.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Como anda sua saúde?


Li a matéria REMÉDIOS PARA O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO da revista Nova Escola do mês de abril e achei muito interessante. Sugiro que todos que puderem ter acesso leiam, pois ela fala o que muitos de nós estamos sentindo no nosso cotidiano e às vezes nem percebemos que os problemas com estreesse e dores musculares, está nos mesmos fatores que garantem um ensino de qualidade. Confira!http://revistaescola.abril.com.br/home/

domingo, 13 de abril de 2008

Concepções do fazer docente no ensino de Estudos Sociais



Ao planejar o ensino de Estudos sociais o professor deve ter bem claro quais são os objetivos que ele deseja atingir e principalmente estar consciente de que devemos planejar efetivamente este ensino como impulsionador da prática pedagógica. Através destes objetivos o aluno deverá aprender conteúdos específicos, relacionados aos acontecimentos sociais, históricos e culturais, não esquecendo de contextualizar as suas vivências, partindo de suas experiências e saberes, para que se concretizem as intenções iniciais do professor.
Os alunos tomam conhecimento destas relações quando percebem que elas ocorrem nos grupos em que estão inseridos, como família, escola, bairro... Junto a estes objetivos formulados é necessário que os alunos construam noções de tempo e de espaço, relacionando diferentes períodos históricos, identificando as mudanças e as permanências que ocorrem em um determinado tempo e espaço entre outros.
Estas ações servem como base para inúmeras reflexões onde os alunos possam participar da sua própria aprendizagem, cabendo ao professor propor atividades onde o estes alunos possam buscar um olhar crítico sobre a realidade social em que estão inseridos, exercendo assim o seu pleno direito da cidadania.
Com esta abordagem, os conteúdos de Estudos Sociais não passam a ser o centro das atenções e sim os instrumentos para a construção dos próprios conhecimentos pelos alunos. Desta forma, estes conceitos deixam de ser fórmulas prontas, passando a ser construções dos alunos, que exigem reflexão do processo de aquisição dos mesmos.
Para obter sucesso no ensino de Estudos Sociais o professor deverá manter em seu planejamento uma postura interdisciplinar. Suas aulas devem ser permeadas por informações sobre a realidade social dos seus alunos, para que a partir dos seus conhecimentos e vivências eles se sintam agentes da própria história, refletindo sobre valores como justiça social, dignidade, respeito às diferenças, envolvendo-se em projetos que não tenham como objetivo principal a decoreba de conceitos e sim a compreensão ou até mesmo a intervenção na realidade social em que estão inseridos.

sábado, 5 de abril de 2008

Matemática na vida


Ao rever minhas memórias em relação a aprendizagem da matemática em minha vida pude perceber porque não gostava da matemática. Acredito, que este sentimento tenha se gerado por aprendizagens que não tinham para mim nenhum significado, cujos objetivos eram realizar tarefas definidas pelo professor, sem levar em consideração as minhas idéias, meus conhecimentos prévios ou simplesmente ignorar a utilização de materiais concretos.
Cabe então ao professor, oportunizar diferentes objetos (reais, virtuais, desenhos) onde os alunos possam conhecê-los e operar com suas propriedades, utilizando recursos como resolução de problemas, por meio das TICS e de jogos lúdicos para que a matemática tenha um sentido no nosso dia-a-dia, despertando o prazer em realizá-las.
O conhecimento da matemática tem um papel relevante na capacidade de resolver problemas, tomar decisões, criticar e avaliar soluções.
A matemática deve então ser apresentada como um instrumento útil no cotidiano do aluno e no aprendizado de outras ciências e da própria matemática, auxiliando-o a enfrentar os desafios do mundo atual, como um cidadão participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor dos seus direitos e deveres.
"Quando a capacidade de refletir é deixada de lado na prática educacional, o que se produz é um indivíduo incapaz de raciocinar logicamente, que não poderá evidentemente refletir de maneira crítica e autônoma".
(PCN, Matemática, pág. 27.)

domingo, 30 de março de 2008

Reflexão avaliativa das aprendizagens - Eixo III

O terceiro semestre foi bastante desafiador, do início ao fim. Tivemos a oportunidade de aliar a teoria que nos era oferecida a prática docente diária e principalmente refletir sobre o nosso trabalho em sala de aula.Percebi o quanto a faculdade tem nos desacomodaddo, visto que pudemos analisar algumas ações qua julgávamos corretas ou não. O semestre foi muito interessante no sentido de proporcionar a troca de experiência com as colegas nos dando um vasto banco de idéias para nossas aulas e até mesmo para poder conhecer os diferentes ambientes escolares onde estão nossos colegas. Em cada interdisciplina pudemos ver que era possível contextualizá-las e o quanto isto poderia ser uma grande ferramenta de aprendizagem para os nossos alunos. Tenho certeza de que quando for realizar uma brincadeira com meus alunos poderei argumentar aos pais a importância daquela brincadeira e o porquê do lúdico fazer parte das minhas aulas. Também terei muito prazer em refletir com os alunos ao observar e conhecer obras de arte, ou ainda permitir que eles elaborem seus conflitos internos através dos contos de fadas. Para finalizar o ano de 2007 fiz meu trabalho da interdisciplina de música com minha turma e como atividade de fechamento da unidade Natal recebemos a confirmação que o Papa Noel viria presentear a turma, coisa que eu jamais teria feito sem o empurrãozinho deste trabalho. O retorno foi muito significativo como professora-aluna.
Preparação e apresentação oral:
Durante a elaboração da síntese das aprendizagens pude perceber que tinha aprendido várias coisas importantes e que faltaria tempo na minha apresentação oral para falar de tudo. Quando nos foi dito o tempo de apresentação parecia uma eternidade, mas no fim vimos que este tempo foi pouco. Fiz a minha apresentação oral com a ajuda de slides, uma prática que utilizei pela primeira vez, sendo que no semestre anterior apresentei meu trabalho final com a ajuda de lâminas.Enfim, acredito que pudemos partilhar de muitas atividades interessantes e cada vez estarmos mais convencidos de que nossos trabalhos no PEAD têm propósitos bastante sólidos com os quais estamos nos qualificando para que os nossos alunos tenham prazer em estar na escola.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Sala de aula é lugar de brincar?

Ao analisar o lúdico no passado verificamos que ele não era valorizado como deveria ser e passamos a entender o porquê da dificuldade dos professores da atualidade em transformar as salas de aula em lugar de brincar. Somos frutos de uma geração onde só se ouvia: “Não mexe que estraga!”, “Olhe com os olhos e não com as mãos!”. Viemos de uma escola castradora onde brincar era raridade e as aulas de Educação Física eram voltadas para formar atletas em corridas e interséries intermináveis. Como disse Carlos Drumond de Andrade, “Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo”. Se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.” Cabe a nós, professores da atualidade escrever um novo capítulo na história da Educação. Qual o papel do professor então? Cabe ao professor perceber que brincando a criança desenvolve a imaginação e o raciocínio, propiciando o exercício da função representativa, da cognição como um todo. Brincando a criança constrói o seu mundo. Ele deve estar convencido da importância do brincar para a aprendizagem, o que não é simples, pois muitos educadores ainda buscam sua identidade na oposição entre brincar e estudar, acreditando que ludicidade e aprendizagem tem que andar separadas. O brincar na escola não significa negligenciar a responsabilidade sobre o ensino, a aprendizagem e o desenvolvimento. Infelizmente, o que ainda se vê é que só se brinca na escola se der tempo, ou na hora do recreio e quanto mais a as séries vão avançando, menos a ludicidade se faz presente. Muitos professores alegam falta de materiais pedagógicos para este fim, mas será este o motivo? Integrar a ludicidade com aprendizagem não é tarefa fácil. Muitos professores simpatizam com a idéia, mas, poucos têm coragem de encarar o desafio, pois é necessário haver uma maior desacomodação. Para quem assiste de fora, uma aula onde a ludicidade se faz presente pode imaginar que esta aula não passa de uma grande perda de tempo. Certamente é uma aula que dá mais trabalho, mas se o professor estiver ciente do seu objetivo para tais atividades, ela será um sucesso e poderá contagiar os pais dos alunos e seus demais colegas. É necessário também que haja uma reformulação nos cursos de Magistério para que formem professores capazes de transformar a escola numa oficina de ludicidade onde o aluno tenha prazer em aprender e estar ali, se tornando um adulto mais feliz que também se permita brincar.