segunda-feira, 30 de junho de 2008

Por que trabalhar com resolução de problemas?

Por que trabalhar com a resolução de problemas?
Os professores, ao planejarem seu trabalho, selecionando atividades de resolução de problemas, devem esclarecer claramente os objetivos que pretendem atingir... O principal é analisar o potencial do problema no desenvolvimento de capacidades cognitivas, procedimentos e atitudes e na construção de conceitos e aquisição de fatos da Matemática.
(Resolução de problemas: observações a partir do desempenho dos alunos, de Antonio José Lopes et al. - em A educação Matemática em Revista, da Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), ano II, nº. 3, 2º semestre de 1994).
Ao trabalhar com problemas o professor propõe ao aluno a descrição de uma situação onde se procura algo desconhecido, exigindo certa iniciativa onde mais importante do que encontrar a resposta certa é elaborar procedimentos ou caminhos que o levem a encontrar essa resposta. É importante também que o professor apresente problemas variados que possibilitem a vivência de situações que apresentem uma solução ou várias soluções. Para desenvolver tais habilidades é necessário que desde o início da escolaridade, as crianças sejam desafiadas a resolver problemas em situações planejadas para isso.
O fato de o aluno ser estimulado a questionar sua própria resposta, a questionar o problema, a transformar um dado problema numa fonte de novos problemas, evidencia uma concepção de ensino aprendizagem não pela mera reprodução de conhecimentos, mas pela via da ação refletida que constrói conhecimentos. (PCN, Matemática, vol. 3, pág. 45.)

A importância dos Estudos Sociais


Durante este semestre tivemos a oportunidade de refletir acerca da importância dos Estudos Sociais para os nossos alunos e pude principalmente perceber o quanto nossas aulas enquanto crianças foram diferentes, sendo baseadas em cultuar vultos históricos, decorar datas e nomes da história que não faziam sentido algum. Felizmente pude perceber que estamos trilhando o caminho certo, já que as atividades e textos que nos foram apresentadas são muito parecidos com as quais eu faço com meus alunos.
Refletir sobre a importância do ensino de Estudos Sociais no currículo escolar é de grande valia, já que dentro dessas atividades muitas noções importantes são desenvolvidas nessa trajetória, dentre essas destaco as noções de espaço e tempo.
Os alunos devem sentir-se incluídos no currículo escolar. Devemos começar trabalhando a história da própria criança, das pessoas da sua família, da cidade onde mora... Sentindo-se inseridos nessas histórias eles perceberão que elas se entrelaçam as outras tantas histórias. Identificando-se com o currículo de Estudos Sociais, eles compreenderão a ação de diferentes grupos sociais.
“É fundamental usar exemplos bem simples, da realidade da criança, para não fazer a clássica separação entre a vida do aluno e o saber da escola, fator responsável por tantos desvios e fracassos na educação” (Estudos Sociais Teoria e prática, pág. 12)
Cabe ao professor, perceber que o seu aluno traz conhecimentos e saberes que devem ser levados em consideração no seu planejamento, e que estes conhecimentos serão incluídos na construção de novas aprendizagens.

domingo, 29 de junho de 2008

A importância das perguntas

Já diz a frase “Educar é ensinar a pensar”, e a melhor forma de fazer o aluno pensar é instigar sua curiosidade. Como diz o texto: “Fazer Perguntas”, extraído do livro “A filosofia na sala de aula” de Mattwew Lipnan, “A maioria dos estudantes são curiosos e intelectualmente vivos". É muito provável que, à medida que vão crescendo, vão pensando e refletindo cada vez menos. Sabemos que na escola ainda o professor é o detentor do saber, ele é que escolhe o que seus alunos devem ou não aprender, o que lhe dá uma certa comodidade, pois estabelecendo desta forma o conteúdo, o educador está preparado para as perguntas que surgirão. Não dando oportunidade ao aluno de refletir sobre novas experiências, de buscar significado naquilo que lhe interessa e naquilo que vai ajudá-lo a crescer intelectual e cognitivamente.
Cabe ao professor incentivá-los a raciocinar, através de questionamentos variados, pois o aluno precisa transitar livremente, pelos seus pensamentos, para compreender as relações externas do seu mundo e do mundo que o cerca. Por isso a necessidade de abrir espaço para perguntas aos nossos alunos, desfiando-os a pensar, construir hipóteses e alimentando seus interesses e curiosidades. Como disse Rubem Alves "É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é
convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender".
Há muita sabedoria pedagógica nos ditos populares. Como naquele que diz:
"É fácil levar a égua até o meio do ribeirão. O difícil é convencê-la a
beber a água". De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá
água, por mais que o seu dono a surre... Mas, se estiver com sede, ela,
por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão."Todos os homens, enquanto crianças, têm, por
natureza, desejo de conhecer".

domingo, 27 de abril de 2008

Pensando sobre as 4 operações


   Sem que nós percebemos, muito antes da vida escolar, as crianças já apresentam um conhecimento sobre as 4 operações. Elas já fazem uso delas sem que saibam, como por exemplo,  ao dividir balas com amigos ou ao ver quantos dias faltam para fazer aniversário...Quando já estão apropriados dessa noção de número, nossos alunos já têm condições de realizar  atividades que envolvam idéias de adição e subtração. A construção de fatos básicos dessas operações é indicada por meio da decomposição do número em partes. Realizando simultaneamente a ação de separar e juntar, o aluno poderá desenvolver a reversibilidade de pensamento, essencial para o estudo das operações e suas propriedades. A multiplicação por exemplo, pode ser trabalhada por meio da sua idéia mais simples, a adição de parcelas iguais e a divisão pode ser trabalhada por meio da idéia da distribuição em partes iguais.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Como anda sua saúde?


Li a matéria REMÉDIOS PARA O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO da revista Nova Escola do mês de abril e achei muito interessante. Sugiro que todos que puderem ter acesso leiam, pois ela fala o que muitos de nós estamos sentindo no nosso cotidiano e às vezes nem percebemos que os problemas com estreesse e dores musculares, está nos mesmos fatores que garantem um ensino de qualidade. Confira!http://revistaescola.abril.com.br/home/

domingo, 13 de abril de 2008

Concepções do fazer docente no ensino de Estudos Sociais



Ao planejar o ensino de Estudos sociais o professor deve ter bem claro quais são os objetivos que ele deseja atingir e principalmente estar consciente de que devemos planejar efetivamente este ensino como impulsionador da prática pedagógica. Através destes objetivos o aluno deverá aprender conteúdos específicos, relacionados aos acontecimentos sociais, históricos e culturais, não esquecendo de contextualizar as suas vivências, partindo de suas experiências e saberes, para que se concretizem as intenções iniciais do professor.
Os alunos tomam conhecimento destas relações quando percebem que elas ocorrem nos grupos em que estão inseridos, como família, escola, bairro... Junto a estes objetivos formulados é necessário que os alunos construam noções de tempo e de espaço, relacionando diferentes períodos históricos, identificando as mudanças e as permanências que ocorrem em um determinado tempo e espaço entre outros.
Estas ações servem como base para inúmeras reflexões onde os alunos possam participar da sua própria aprendizagem, cabendo ao professor propor atividades onde o estes alunos possam buscar um olhar crítico sobre a realidade social em que estão inseridos, exercendo assim o seu pleno direito da cidadania.
Com esta abordagem, os conteúdos de Estudos Sociais não passam a ser o centro das atenções e sim os instrumentos para a construção dos próprios conhecimentos pelos alunos. Desta forma, estes conceitos deixam de ser fórmulas prontas, passando a ser construções dos alunos, que exigem reflexão do processo de aquisição dos mesmos.
Para obter sucesso no ensino de Estudos Sociais o professor deverá manter em seu planejamento uma postura interdisciplinar. Suas aulas devem ser permeadas por informações sobre a realidade social dos seus alunos, para que a partir dos seus conhecimentos e vivências eles se sintam agentes da própria história, refletindo sobre valores como justiça social, dignidade, respeito às diferenças, envolvendo-se em projetos que não tenham como objetivo principal a decoreba de conceitos e sim a compreensão ou até mesmo a intervenção na realidade social em que estão inseridos.

sábado, 5 de abril de 2008

Matemática na vida


Ao rever minhas memórias em relação a aprendizagem da matemática em minha vida pude perceber porque não gostava da matemática. Acredito, que este sentimento tenha se gerado por aprendizagens que não tinham para mim nenhum significado, cujos objetivos eram realizar tarefas definidas pelo professor, sem levar em consideração as minhas idéias, meus conhecimentos prévios ou simplesmente ignorar a utilização de materiais concretos.
Cabe então ao professor, oportunizar diferentes objetos (reais, virtuais, desenhos) onde os alunos possam conhecê-los e operar com suas propriedades, utilizando recursos como resolução de problemas, por meio das TICS e de jogos lúdicos para que a matemática tenha um sentido no nosso dia-a-dia, despertando o prazer em realizá-las.
O conhecimento da matemática tem um papel relevante na capacidade de resolver problemas, tomar decisões, criticar e avaliar soluções.
A matemática deve então ser apresentada como um instrumento útil no cotidiano do aluno e no aprendizado de outras ciências e da própria matemática, auxiliando-o a enfrentar os desafios do mundo atual, como um cidadão participativo, reflexivo e autônomo, conhecedor dos seus direitos e deveres.
"Quando a capacidade de refletir é deixada de lado na prática educacional, o que se produz é um indivíduo incapaz de raciocinar logicamente, que não poderá evidentemente refletir de maneira crítica e autônoma".
(PCN, Matemática, pág. 27.)