Ao analisarmos os jovens e adultos como sujeitos da aprendizagem precisamos observar alguns conceitos importantes. Basicamente, esses alunos não são apenas “não crianças” e sim adultos ou jovens com uma caminhada em relação à aprendizagem independente ou não da cultura escolar. Este aluno traz consigo algumas peculiaridades comuns a sua maioria, são provenientes de zona rural que vem para a cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida, são filhos de pais pobres e trabalhadores pouco qualificados. O aluno jovem, está inserido em uma vivência mais urbana, normalmente está envolvido em atividades de trabalho e lazer mais relacionados com a sociedade letrada, escolarizada.
Estes alunos encontram muitas dificuldades em sala de aula e no cotidiano de suas vidas. Ele já está inserido no mercado de trabalho e das relações pessoais de um modo diferente das crianças e dos adolescentes. Traz consigo uma história de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. Isso faz com que ele traga diferentes habilidades ou dificuldades e maior capacidade de reflexão sobre seu próprio processo de aprendizagem.
Cabe a escola perceber que se seu currículo não estiver incluindo seus sujeitos da aprendizagem ele não terá valor. A escola voltada para a formação de jovens e adultos precisa levar em conta que encontra um ambiente de confronto cultural muito rico em singularidades e deve valorizar o que esse aluno já tem uma bagagem cultural. É preciso que eles se encontrem dentro dos textos, das falas, das narrativas, para que aprendizagens tenham sentido que façam parte de suas vidas. Pois como disse o mestre Paulo Freire:
“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre.”
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
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Um comentário:
Olá Fabiana:
Considerando a experiência que tens com relação a EJA ou como professora que atua ou como professora que observa os movimentos relacionados a essa modalidade, como vês a EJA, no teu município? O que a autora traz, no texto, se aplica à realidade do teu município? Fica para continuar a reflexão.
Abraço.
Celi
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