Ao analisarmos os jovens e adultos como sujeitos da aprendizagem precisamos observar alguns conceitos importantes. Basicamente, esses alunos não são apenas “não crianças” e sim adultos ou jovens com uma caminhada em relação à aprendizagem independente ou não da cultura escolar. Este aluno traz consigo algumas peculiaridades comuns a sua maioria, são provenientes de zona rural que vem para a cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida, são filhos de pais pobres e trabalhadores pouco qualificados. O aluno jovem, está inserido em uma vivência mais urbana, normalmente está envolvido em atividades de trabalho e lazer mais relacionados com a sociedade letrada, escolarizada.
Estes alunos encontram muitas dificuldades em sala de aula e no cotidiano de suas vidas. Ele já está inserido no mercado de trabalho e das relações pessoais de um modo diferente das crianças e dos adolescentes. Traz consigo uma história de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. Isso faz com que ele traga diferentes habilidades ou dificuldades e maior capacidade de reflexão sobre seu próprio processo de aprendizagem.
Cabe a escola perceber que se seu currículo não estiver incluindo seus sujeitos da aprendizagem ele não terá valor. A escola voltada para a formação de jovens e adultos precisa levar em conta que encontra um ambiente de confronto cultural muito rico em singularidades e deve valorizar o que esse aluno já tem uma bagagem cultural. É preciso que eles se encontrem dentro dos textos, das falas, das narrativas, para que aprendizagens tenham sentido que façam parte de suas vidas. Pois como disse o mestre Paulo Freire:
“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre.”
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Taylorismo e Fordismo X Educação

Na interdisciplina de Didática fomos convidados a ler sobre fordismo e taylorismo e fazer uma relação com os processos de fragmentação dos processos de produção e a cultura escolar. Com a revolução nos meios de produção, por muito tempo não se fez mais necessário um funcionário que soubesse todo o processo de produção de determinados produtos e sim, que desempenhasse atividades menos complexas, que até mesmo pudesse operar ou ser substituídos por máquinas em algumas funções. Atividades estas que não necessitvam de muita qualificação gerando uma imensa massa de manobra que não se posicionava, sendo desapropriada de seus conhecimentos podendo facilmente ser substituída, assim como uma peça de reposição. Fiquei refletindo sobre como a escola ainda colabora para a criação desse tipo de funcionário para o mercado de trabalho. Será que estamos deixando espaço para os nossos alunos pensarem ou estamos apenas realizando atividades mecânicas de memorização, “decorebas”, atividades sem nexo e descontextualizadas?
Alunos assim, perderão sua autonomia e independência. É preciso que haja um movimento pedagógico a favor da globalização e interdisciplinaridade, onde nossos alunos saiam da escola para o mercado de trabalho com um olhar mais crítico, onde os professores não estejam apenas preocupados com “dar conta dos conteúdos” em tempo hábil. A escola deve ser um espaço para a aquisição de conhecimentos, que permitam o desenvolvimento das competências requeridas para a inclusão na vida social e produtiva.Pense nisso...
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Didática,
Planejamento e Avaliação
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Educação de Jovens e Adultos
Olá pessoal, lendo um pouco sobre o assunto e percebi que os alunosa da EJA tem que ter assim como nós muita força de vontade para ir as aulas após uma longa jornada de trabalho. É preciso que a prática pedagógica leve em consideraçãoque o aluno adulto apresenta muitas vezes uma auto imagem negativa, e até mesmo a crença na vocação apenas para tarefas e funções "desqualificadas" nos segmentos de mercado. Nem sempre esses alunos têm o apoio que merecem por parte dos seus empregadores, que visam apenas o lucro da empresa e muitas vezes exigem mais que o turno de 8 horas, assim, muitos acabam deixando de ir a aula por medo de perder o emprego.
É necessário que haja valorização por parte dos empregadores e a consciência de que só terão melhores profissionais oportunizando que estes busquem a qualificação.
É necessário que haja valorização por parte dos empregadores e a consciência de que só terão melhores profissionais oportunizando que estes busquem a qualificação.
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Educação de Jovens e Adultos no Brasil
2009/2... sétimo semestre!
Olá colegas, após um longo período de descanso estamos de volta as atividades do PEAD. Teremos mais cinco interdisciplinas e muito trabalho pela frente! Já começamos a visualizar o estágio e o TCC. As expectativas são muitas, espero que ninguém mais desista... Vamos unir nossas forças, respirar fundo e trabalhar!!! Beijos a família PEAD.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Sucesso do workshop de apresentação
Hoje fizemos a apresentação do workshop do semestre. Foi muito bom assistir o trabalho das colegas e poder ver como cada uma abordou a sua maneira, as interdisciplinas estudadas. O melhor de tudo foi poder ver o crescimento individual de cada uma. Todas apresentaram um bom trabalho, demonstraram segurança nas apresentações, boa capacidade de síntese. O papel da professora e tutora foi de qualidade, nos deixando bem a vontade, transmitido segurança. Estamos de parabéns!!!
sábado, 4 de julho de 2009
Comparando os filmes assistidos
Durante este semestre assistimos dois filmes, o primeiro foi o Clube do imperador, sobre o qual já falei anteriormente e o último foi Entre os muros da escola.
Os dois filmes, embora tratem de realidades diferentes, um sobre uma escola pública atual e o outro sobre uma escola privada de décadas passadas, trazem a tona temas que fazem parte do cotidiano escolar atual. Os dois enredos mostram conflitos morais e éticos, vivenciados pelos professores, que objetivam o melhor para seus alunos, cada um a seu modo.
Os dois filmes tratam de assuntos delicados mas em comum é possivel perceber a tentativa dos professores de buscar valorizar em seus alunos suas qualidades individuais, querendo mostrar a eles o caminho mais correto a seguir.
Durante esse semestre tivemos a oportunidade de refletir sobre como anda a relação professor-aluno, a disciplina, a ética e a aprendizagem. Assim como François e seus colegas professores, a cada ano criamos expectativas quanto aos nossos novos alunos, suas experiências, suas aprendizagens, suas famílias... Sempre sonhamos e desejamos que nossa turma tenha bom comportamento e principalmente vontade de aprender. Logo nos damos conta, que assim como o professor francês estamos inseridos em um difícil contexto social que embora não desejamos, acaba entrando nas nossas aulas.
Mesmo que nós procuremos dar o melhor de nós mesmos nem sempre alcançamos bons resultados. Temos em sala de aula diferentes culturas e atitudes que se confrontam, e até mesmo o comportamento dos nossos alunos coloca em risco o nosso entusiasmo com o trabalho.
Os dois filmes, embora tratem de realidades diferentes, um sobre uma escola pública atual e o outro sobre uma escola privada de décadas passadas, trazem a tona temas que fazem parte do cotidiano escolar atual. Os dois enredos mostram conflitos morais e éticos, vivenciados pelos professores, que objetivam o melhor para seus alunos, cada um a seu modo.
Os dois filmes tratam de assuntos delicados mas em comum é possivel perceber a tentativa dos professores de buscar valorizar em seus alunos suas qualidades individuais, querendo mostrar a eles o caminho mais correto a seguir.
Durante esse semestre tivemos a oportunidade de refletir sobre como anda a relação professor-aluno, a disciplina, a ética e a aprendizagem. Assim como François e seus colegas professores, a cada ano criamos expectativas quanto aos nossos novos alunos, suas experiências, suas aprendizagens, suas famílias... Sempre sonhamos e desejamos que nossa turma tenha bom comportamento e principalmente vontade de aprender. Logo nos damos conta, que assim como o professor francês estamos inseridos em um difícil contexto social que embora não desejamos, acaba entrando nas nossas aulas.
Mesmo que nós procuremos dar o melhor de nós mesmos nem sempre alcançamos bons resultados. Temos em sala de aula diferentes culturas e atitudes que se confrontam, e até mesmo o comportamento dos nossos alunos coloca em risco o nosso entusiasmo com o trabalho.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O que é a Lei de Gérson?
Na interdisciplina de Filosofia fizemos um trabalho em duplas onde enviamos e recebemos perguntas a uma colega. Ainda não tínhamos feito esse tipo de trabalho, foi bem interessante! Quando recebi o comentário do tutor a respeito do trabalho, ele me sugeriu que eu explicasse o significado do seguinte trecho: “Temos a obrigação de levar a sala de aula notícias do que fazem nossos políticos, por exemplo, ou ainda fazer questioná-los sobre hábitos do brasileiro como a lei de Gérson, trazendo exemplos práticos de suas vivências”. Quando escrevi, eu me referi ao péssimo hábito de alguns brasileiros em seguir a Lei de Gérson em que a pessoa que "gosta de levar vantagem em tudo", no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. Fui então pesquisar a origem desse termo e achei interessante divulgar já que muitas pessoas não conhecem o seu significado:
A origem da Lei de Gérson
Gérson de Oliveira Nunes foi um dos melhores meio-campistas de toda a história do futebol brasileiro e teve participação fundamental na conquista da Copa do Mundo de 1970. No entanto, terá seu nome imortalizado não apenas por suas contribuições esportivas, mas também por ter batizado uma das poucas leis que são regiamente respeitadas no Brasil.
A malandragem, a esperteza e o tão propagado "jeitinho brasileiro" ganharam seu enunciado definitivo graças a uma frase que Gérson pronunciou em uma propaganda de televisão veiculada em 1976, para os cigarros Vila Rica. No comercial, o ex-armador do São Paulo discorre sobre várias vantagens do cigarro que anunciava: "É gostoso, suave e não irrita a garganta". Para arrematar sua argumentação em prol da marca, Gérson questiona: "Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro?". Em seguida, com um sorriso malicioso, diz a infame frase que, descontextualizada, tornou-se o bordão definitivo da terra dos espertalhões, das propinas e da generalizada falta de ética neste país: "Gosto de levar vantagem em tudo, certo?
Até hoje Gérson é injustamente penitenciado por ter estrelado uma campanha publicitária que, involuntariamente ou não, captou uma essência básica do imaginário coletivo nacional.
A origem da Lei de Gérson
Gérson de Oliveira Nunes foi um dos melhores meio-campistas de toda a história do futebol brasileiro e teve participação fundamental na conquista da Copa do Mundo de 1970. No entanto, terá seu nome imortalizado não apenas por suas contribuições esportivas, mas também por ter batizado uma das poucas leis que são regiamente respeitadas no Brasil.
A malandragem, a esperteza e o tão propagado "jeitinho brasileiro" ganharam seu enunciado definitivo graças a uma frase que Gérson pronunciou em uma propaganda de televisão veiculada em 1976, para os cigarros Vila Rica. No comercial, o ex-armador do São Paulo discorre sobre várias vantagens do cigarro que anunciava: "É gostoso, suave e não irrita a garganta". Para arrematar sua argumentação em prol da marca, Gérson questiona: "Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro?". Em seguida, com um sorriso malicioso, diz a infame frase que, descontextualizada, tornou-se o bordão definitivo da terra dos espertalhões, das propinas e da generalizada falta de ética neste país: "Gosto de levar vantagem em tudo, certo?
Até hoje Gérson é injustamente penitenciado por ter estrelado uma campanha publicitária que, involuntariamente ou não, captou uma essência básica do imaginário coletivo nacional.
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