domingo, 6 de dezembro de 2009

EJA - Apresentação do poster

Muito rica a experiência que tivemos na aula presencial de EJA. Cada grupo abordou de uma forma diferente o mesmo tema apresentando uma variedade de informações sobre os nossos jovens e adultos do EJA. Esses alunos são em sua grande maioria pessoas que vivem em situação bem difícil, foram excluídos da escola em algum momento de suas vidas e ainda buscam algum tipo de aprendizagem. Como os colegas colocaram muito bem nas apresentações, a escola tem que estar atenta a que tipo de conhecimentos esse aluno busca. O professor que trabalha com EJA precisa estar atento à problemática que envolve este aluno, que traz na bagagem problemas familiares e profissionais, e desenvolva atividades que venham ao encontro de seus interesses e necessidades.É importante que o aluno da EJA seja tratado como cidadão adulto, cumpridor de seus deveres que está em busca de aprendizagens e qualificação profissional. Segundo Marta Kohl de Oliveira, “O adulto com quem se trabalha na EJA tem um perfil distinto de outros adultos: ele é o migrante que chega às metrópoles vindo de regiões empobrecidas...” Concordo com a autora que estes jovens e adultos são sujeitos excluídos da escola, pois não tiveram acesso a escolarização enquanto crianças, ou tiveram déficits de aprendizagem e como consequência não conseguem avançar profissionalmente, afetando sua auto-estima e até mesmo sua vida social. Essa interdisciplina me contagiou antes eu nunca havia tido contato com EJA, hoje já penso na possibilidade de trabalhar com esses alunos. Parabéns aos colegas pelas trocas feitas!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aprendendo Libras

Segundo a Profª.drª. Nídia Limeira de Sá, “Os surdos constituem grupos sociais que têm interesses, objetivos, lutas e direitos em comum, mas, sendo um grupo social, como outro qualquer, dentro de sua própria configuração, acontecem tensões semelhantemente verificadas em outros grupos". Trabalho na área da educação há dezoito anos e nesse tempo nunca trabalhei com um aluno surdo e também não convivo com uma pessoa surda. Este vem a ser o primeiro contato efetivo que estou tendo com Libras. Na aula presencial já percebi que cometia um engano ao utilizar o termo “linguagem brasileira de sinais” e o correto é língua, ficava também sem jeito ao dizer “surdo”, sempre me referi a eles como deficientes auditivos, agora entendo que esse termo é criticado, pois ele fica visto como portador de uma patologia localizada, uma deficiência que precisa ser tratada.
Para conversar com uma pessoa surda entendo agora que é preciso olhar diretamente nos seus olhos, evitando estar de lado ou de costas para que ele possa fazer a visualização dos lábios, falar de maneira clara, com ritmo e tom de voz normais, não basta apenas conhecer o alfabeto manual, é preciso observar os sinais como a combinação do movimento das mãos com um determinado formato num determinado lugar, podendo este lugar, ser uma parte do corpo ou um espaço em frente ao corpo.

Trabalhando com projetos

O trabalho por Projetos pode trazer muitos aspectos positivos assim como desafiadores, principalmente em relação a autoria. Esse tipo de trabalho não mais depende do professor ou de conhecimentos adquiridos por outras pessoas e listados em livros. Para trabalhar por Projetos o professor terá muito mais trabalho, pois suas aulas terão que ser mais dinâmicas, flexíveis e os conteúdos escolares mais abertos, onde a interdisciplinaridade se faça presente, exigindo um corpo docente bem comprometido e sintonizado. A forma de construir e apresentar os projetos vai exigir também um aluno mais autônomo, que busca suas informações e também utiliza suas vivências na construção de novos conhecimentos. O respeito ao trabalho dos colegas e o seu ponto de vista serão de extrema importância e deverão fazer parte do trabalho.

Jovens e adultos, sujeitos da aprendizagem

Ao analisarmos os jovens e adultos como sujeitos da aprendizagem precisamos observar alguns conceitos importantes. Basicamente, esses alunos não são apenas “não crianças” e sim adultos ou jovens com uma caminhada em relação à aprendizagem independente ou não da cultura escolar. Este aluno traz consigo algumas peculiaridades comuns a sua maioria, são provenientes de zona rural que vem para a cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida, são filhos de pais pobres e trabalhadores pouco qualificados. O aluno jovem, está inserido em uma vivência mais urbana, normalmente está envolvido em atividades de trabalho e lazer mais relacionados com a sociedade letrada, escolarizada.
Estes alunos encontram muitas dificuldades em sala de aula e no cotidiano de suas vidas. Ele já está inserido no mercado de trabalho e das relações pessoais de um modo diferente das crianças e dos adolescentes. Traz consigo uma história de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o mundo, sobre si mesmo e sobre as outras pessoas. Isso faz com que ele traga diferentes habilidades ou dificuldades e maior capacidade de reflexão sobre seu próprio processo de aprendizagem.
Cabe a escola perceber que se seu currículo não estiver incluindo seus sujeitos da aprendizagem ele não terá valor. A escola voltada para a formação de jovens e adultos precisa levar em conta que encontra um ambiente de confronto cultural muito rico em singularidades e deve valorizar o que esse aluno já tem uma bagagem cultural. É preciso que eles se encontrem dentro dos textos, das falas, das narrativas, para que aprendizagens tenham sentido que façam parte de suas vidas. Pois como disse o mestre Paulo Freire:
“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre.”

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Taylorismo e Fordismo X Educação


Na interdisciplina de Didática fomos convidados a ler sobre fordismo e taylorismo e fazer uma relação com os processos de fragmentação dos processos de produção e a cultura escolar. Com a revolução nos meios de produção, por muito tempo não se fez mais necessário um funcionário que soubesse todo o processo de produção de determinados produtos e sim, que desempenhasse atividades menos complexas, que até mesmo pudesse operar ou ser substituídos por máquinas em algumas funções. Atividades estas que não necessitvam de muita qualificação gerando uma imensa massa de manobra que não se posicionava, sendo desapropriada de seus conhecimentos podendo facilmente ser substituída, assim como uma peça de reposição. Fiquei refletindo sobre como a escola ainda colabora para a criação desse tipo de funcionário para o mercado de trabalho. Será que estamos deixando espaço para os nossos alunos pensarem ou estamos apenas realizando atividades mecânicas de memorização, “decorebas”, atividades sem nexo e descontextualizadas?
Alunos assim, perderão sua autonomia e independência. É preciso que haja um movimento pedagógico a favor da globalização e interdisciplinaridade, onde nossos alunos saiam da escola para o mercado de trabalho com um olhar mais crítico, onde os professores não estejam apenas preocupados com “dar conta dos conteúdos” em tempo hábil. A escola deve ser um espaço para a aquisição de conhecimentos, que permitam o desenvolvimento das competências requeridas para a inclusão na vida social e produtiva.Pense nisso...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Olá pessoal, lendo um pouco sobre o assunto e percebi que os alunosa da EJA tem que ter assim como nós muita força de vontade para ir as aulas após uma longa jornada de trabalho. É preciso que a prática pedagógica leve em consideraçãoque o aluno adulto apresenta muitas vezes uma auto imagem negativa, e até mesmo a crença na vocação apenas para tarefas e funções "desqualificadas" nos segmentos de mercado. Nem sempre esses alunos têm o apoio que merecem por parte dos seus empregadores, que visam apenas o lucro da empresa e muitas vezes exigem mais que o turno de 8 horas, assim, muitos acabam deixando de ir a aula por medo de perder o emprego.
É necessário que haja valorização por parte dos empregadores e a consciência de que só terão melhores profissionais oportunizando que estes busquem a qualificação.

2009/2... sétimo semestre!

Olá colegas, após um longo período de descanso estamos de volta as atividades do PEAD. Teremos mais cinco interdisciplinas e muito trabalho pela frente! Já começamos a visualizar o estágio e o TCC. As expectativas são muitas, espero que ninguém mais desista... Vamos unir nossas forças, respirar fundo e trabalhar!!! Beijos a família PEAD.