Hoje procurei uma interdisciplina que tivemos no primeiro semestre lá no rooda e não encontrei nenhum registro. Trata-se dos TIC's com a professora Rosa.
Não encontrei nada relacionado lá, lembro-me que foi uma interdisciplina inesquecível, um divisor de águas no curso. Quem estava com medo do desafio, caiu fora depois daquela aula presencial.
A professora tratava do tema informática com uma naturalidade que assustava pois como disse em outro momento éramos analfabetas em tecnologias. Hoje percebo o quanto estamos autônomas no uso das ferramentas. Não me arrependo de ter insistido e ficado firme no propósito de encarar o desafio de um curso a distância.Que bom!!!
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Refletindo sobre as desigualdades educativas no Brasil
Em 28/12/2006 fiz a seguinte postagem no meu antigo blog:
"Infelizmente no Brasil a escola é um dos locais onde é mais gritante a desigualdade social. Seu acesso é baseado em padrões diferentes(classe, sexo, etnia, localidade)...mas principalmente pelo tipo de rede freqüentada(pública ou privada)."
..."As mudanças já estão ocorrendo, lentamente, mas já estamos visualizando alguns bons projetos criados pelo governo federal para permitir o ingresso de alunos carentes ao ensino superior. Mas, é preciso mais empenho por parte do poder público nesse sentido e principalmente a nós a quem os elegemos fazer mais cobranças, pois somente assim teremos uma educação pública de qualidade formadora de cidadãos capazes de levantar esse país."
Eu não imaginava que meu trabalho de conclusão iria abordar também esse assunto. Ao tratar da diversidade na escola esses aspectos são gritantes ainda nos dias atuais.Estamos novamente em período eleitoral. Seria muito bom que nossos futuros governantes pensassem mais no acesso a educação para o povo brasileiro.
"Infelizmente no Brasil a escola é um dos locais onde é mais gritante a desigualdade social. Seu acesso é baseado em padrões diferentes(classe, sexo, etnia, localidade)...mas principalmente pelo tipo de rede freqüentada(pública ou privada)."
..."As mudanças já estão ocorrendo, lentamente, mas já estamos visualizando alguns bons projetos criados pelo governo federal para permitir o ingresso de alunos carentes ao ensino superior. Mas, é preciso mais empenho por parte do poder público nesse sentido e principalmente a nós a quem os elegemos fazer mais cobranças, pois somente assim teremos uma educação pública de qualidade formadora de cidadãos capazes de levantar esse país."
Eu não imaginava que meu trabalho de conclusão iria abordar também esse assunto. Ao tratar da diversidade na escola esses aspectos são gritantes ainda nos dias atuais.Estamos novamente em período eleitoral. Seria muito bom que nossos futuros governantes pensassem mais no acesso a educação para o povo brasileiro.
Aprendizagens de 2006/2
Na busca as minhas postagens antigas encontrei um blog anterior a esse. Lembro-me que inicialmente tive uma enorme dificuldade com blogs. Meu blog anterior foi
http://fabipgarcia73.blogspot.com/
Encontrei uma postagem da interdisciplina Escola Cultura e Sociedade.Fizemos reflexões coletivas em uma wikistoria.
http://inwikistorias.wikispaces.com/Sala+03
Nessa época começamos já falando em Paulo Freire, onde fiz o comentário a seguir:
COMENTÁRIO DE FABIANA GARCIA - polo de Sapiranga
Penso que o professor deve ser um "eterno aluno". O professor aprende mais do que ensina. O professor que estiver preso a lista de conteúdos estará fadado ao insucesso. Ele deve ter sede de aprender e acreditar que tem muito a aprender com seus alunos. Deve ainda conhecer o dia-a-dia dos alunos, os saberes que trazem consigo e suas dificuldades. Deve para tanto, estudar para aprimorar sua prática docente. Assim o ensinar e o aprender não se separam. Como diz o mestre Freire: "Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes"
http://fabipgarcia73.blogspot.com/
Encontrei uma postagem da interdisciplina Escola Cultura e Sociedade.Fizemos reflexões coletivas em uma wikistoria.
http://inwikistorias.wikispaces.com/Sala+03
Nessa época começamos já falando em Paulo Freire, onde fiz o comentário a seguir:
COMENTÁRIO DE FABIANA GARCIA - polo de Sapiranga
Penso que o professor deve ser um "eterno aluno". O professor aprende mais do que ensina. O professor que estiver preso a lista de conteúdos estará fadado ao insucesso. Ele deve ter sede de aprender e acreditar que tem muito a aprender com seus alunos. Deve ainda conhecer o dia-a-dia dos alunos, os saberes que trazem consigo e suas dificuldades. Deve para tanto, estudar para aprimorar sua prática docente. Assim o ensinar e o aprender não se separam. Como diz o mestre Freire: "Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes"
domingo, 26 de setembro de 2010
Retomando as aprendizagens
Nossa... quanta coisa vimos em quatro anos. Lembro-me que o início do curso foi meio caótico. Muitas colegas acabaram por desistir pois éramos verdadeiras analfabetas digitais. Nunca tinha ouvido falar em pbwiki, blog, postagens, aula à distância? mas como???
Parecia que a gente não iria dar conta, muitas vezes pensei em desistir, mas pensava...é a única oportunidade que terei de frequentar uma universidade como a UFRGS. Já havia iniciado uma graduação antes, mas , tive de abandonar por não conseguir manter os pagamentos. Outro motivo que não me deixou desistir foi pensar nos meus filhos. sempre penso que sou um exemplo para eles e não posso começar e depois deixar coisas importantes inacabadas.
E assim foi acontecendo...os semestres foram passando...e agora é a hora de mostrar o quanto valeu a pena chegar até aqui.
Curiosamente minha primeira postagem no blog aconteceu exatamente há três anos atrás, foi no dia 26/9/2007 e ela iniciava com esta mensagem que havia recebido:
A lição da borboleta
Sentado ao pé de uma árvore,um homem observava atentamente o lento nascimento de uma borboleta.
Há algumas horas ela se esforçava para fazer o corpo passar pela pequena abertura em seu casulo, até que, num dado momento, pareceu ter ido o mais longe que podia; já não fazia nenhum progresso.
O homem então decidiu ajudar a borboleta, e com uma tesoura cortou o casulo e a libertou.
O corpo do inseto estava murcho e suas asas, amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta.
Estava certo de que, de uma hora para outra, ela sairia voando, mas não foi isso que aconteceu.
Na verdade o bichinho passou o resto da vida rastejando com o corpo fraco e as asas encolhidas.
Nunca foi capaz de voar.
Gentil, o homem só quis colaborar, mas ele não compreendia uma coisa: que era justamente por meio do esforço que o corpo e as asas da borboleta se fortaleciam.
Que era desse modo que Deus,em sua sabedoria, a preparara para voar, assim que ela deixasse o casulo.
Também nós, muitas vezes, precisamos passar por situações difíceis na vida.
Se não houvesse obstáculos, o que nos tornaria fortes?
Acredito que os obstáculos foram muitos durante o curso, assim como são muito na vida do professor.
Que bom que passamos por tantos obstáculos que nos tornaram mais fortes e firmes em nossas convicções.
Que bom que ao longo da nossa caminhada, nossa transformação aconteceu no tempo certo.
Que bom poder perceber a importância de estar sempre buscando mais e mais aprendizagens.
Parecia que a gente não iria dar conta, muitas vezes pensei em desistir, mas pensava...é a única oportunidade que terei de frequentar uma universidade como a UFRGS. Já havia iniciado uma graduação antes, mas , tive de abandonar por não conseguir manter os pagamentos. Outro motivo que não me deixou desistir foi pensar nos meus filhos. sempre penso que sou um exemplo para eles e não posso começar e depois deixar coisas importantes inacabadas.
E assim foi acontecendo...os semestres foram passando...e agora é a hora de mostrar o quanto valeu a pena chegar até aqui.
Curiosamente minha primeira postagem no blog aconteceu exatamente há três anos atrás, foi no dia 26/9/2007 e ela iniciava com esta mensagem que havia recebido:
A lição da borboleta
Sentado ao pé de uma árvore,um homem observava atentamente o lento nascimento de uma borboleta.
Há algumas horas ela se esforçava para fazer o corpo passar pela pequena abertura em seu casulo, até que, num dado momento, pareceu ter ido o mais longe que podia; já não fazia nenhum progresso.
O homem então decidiu ajudar a borboleta, e com uma tesoura cortou o casulo e a libertou.
O corpo do inseto estava murcho e suas asas, amassadas.
O homem continuou a observar a borboleta.
Estava certo de que, de uma hora para outra, ela sairia voando, mas não foi isso que aconteceu.
Na verdade o bichinho passou o resto da vida rastejando com o corpo fraco e as asas encolhidas.
Nunca foi capaz de voar.
Gentil, o homem só quis colaborar, mas ele não compreendia uma coisa: que era justamente por meio do esforço que o corpo e as asas da borboleta se fortaleciam.
Que era desse modo que Deus,em sua sabedoria, a preparara para voar, assim que ela deixasse o casulo.
Também nós, muitas vezes, precisamos passar por situações difíceis na vida.
Se não houvesse obstáculos, o que nos tornaria fortes?
Acredito que os obstáculos foram muitos durante o curso, assim como são muito na vida do professor.
Que bom que passamos por tantos obstáculos que nos tornaram mais fortes e firmes em nossas convicções.
Que bom que ao longo da nossa caminhada, nossa transformação aconteceu no tempo certo.
Que bom poder perceber a importância de estar sempre buscando mais e mais aprendizagens.
sábado, 11 de setembro de 2010
Chegamos ao último semestre!
Parece mentira, mas estamos no fim do curso. Agora é a hora de mostrar nossas aprendizagens ao longo desses quatro anos de convivência com colegas, tutores e professores.
Desde 2006/2 as aprendizagens foram muitas e certamente o TCC irá mostrar o quanto foi produtivo todo esse tempo. Desejo que todos nós possamos concluir com muito êxito, mais essa importante etapa.
Depois... é só comemorar! Abraços a todos
Desde 2006/2 as aprendizagens foram muitas e certamente o TCC irá mostrar o quanto foi produtivo todo esse tempo. Desejo que todos nós possamos concluir com muito êxito, mais essa importante etapa.
Depois... é só comemorar! Abraços a todos
terça-feira, 15 de junho de 2010
Término do estágio
Esta semana foi muito especial. Estamos chegando ao término do estágio, mas não ao fim do projeto. Estou impressionada com a autonomia e entendimento da minha turma quanto ao assunto África.
Meus alunos estão especialmente contagiados com o projeto e diariamente trazem contribuições sobre tudo o que eles estão assistindo, mesmo sem que eu tenha pedido, fazem anotações e trazem informações muito ricas.
Ficaram especialmente contagiados com a história do ator Breno Mello e o filme que assistiram (Orfeu Negro) foi muito marcante. É possível perceber na riqueza dos detalhes quando fazem relatos orais, escritos ou através de desenhos, onde que eles demonstram o que aprenderam.
Tenho certeza de que a experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora.
Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, a vivência deste estágio me mostrou a importância da formação continuada e do constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da própria prática e a busca de temas atuais, oportunizando uma reciclagem no meu modo de ver o trabalho que venho desempenhando nesses 18 anos de Magistério
“A educação como prática de liberdade, ao contrário daquela que é prática de dominação, implica na negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado no mundo, assim também na negação do mundo como uma realidade ausente nos homens.”
FREIRE, Paulo. (1979). Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
Meus alunos estão especialmente contagiados com o projeto e diariamente trazem contribuições sobre tudo o que eles estão assistindo, mesmo sem que eu tenha pedido, fazem anotações e trazem informações muito ricas.
Ficaram especialmente contagiados com a história do ator Breno Mello e o filme que assistiram (Orfeu Negro) foi muito marcante. É possível perceber na riqueza dos detalhes quando fazem relatos orais, escritos ou através de desenhos, onde que eles demonstram o que aprenderam.
Tenho certeza de que a experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora.
Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, a vivência deste estágio me mostrou a importância da formação continuada e do constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da própria prática e a busca de temas atuais, oportunizando uma reciclagem no meu modo de ver o trabalho que venho desempenhando nesses 18 anos de Magistério
“A educação como prática de liberdade, ao contrário daquela que é prática de dominação, implica na negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado no mundo, assim também na negação do mundo como uma realidade ausente nos homens.”
FREIRE, Paulo. (1979). Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.
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Seminário Integrador VIII
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Refletindo sobre o planejamento
Acredito que nossa tarefa como educadores é fazer com que nossos jovens enxerguem desde cedo que o cigarro traz malefícios. Suas substâncias químicas causam dependência e provocam inúmeros problemas de saúde. É preciso incentivar nossos jovens a dizer não ao cigarro, alertando-os desde cedo que o cigarro abre potencialmente as portas para outras drogas como a maconha e o álcool.
Essa questão delicada foi abordada esta semana, através de uma peça teatral para adolescentes, que meus alunos assistiram. Certamente foi dado o recado de uma forma lúdica através de uma linguagem bem acessível, através de muita conversa, o que muitas vezes nossos alunos só encontram na escola.
Confesso que quando fiquei sabendo desta atividade pensei “ah... vou ter que fugir do meu planejamento, do projeto África”. Mas lembrei-me o quanto são importantes estes assuntos que acabam entrando em nossa sala de aula. Nosso planejamento não pode ser “engessado”. Ele deve abrir espaço para outras questões e principalmente não podemos planejar apenas para vencer listas de conteúdos.
“Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados”. (Danilo Gandin, 1985, p.22, Planejamento como prática educativa).
Essa questão delicada foi abordada esta semana, através de uma peça teatral para adolescentes, que meus alunos assistiram. Certamente foi dado o recado de uma forma lúdica através de uma linguagem bem acessível, através de muita conversa, o que muitas vezes nossos alunos só encontram na escola.
Confesso que quando fiquei sabendo desta atividade pensei “ah... vou ter que fugir do meu planejamento, do projeto África”. Mas lembrei-me o quanto são importantes estes assuntos que acabam entrando em nossa sala de aula. Nosso planejamento não pode ser “engessado”. Ele deve abrir espaço para outras questões e principalmente não podemos planejar apenas para vencer listas de conteúdos.
“Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados”. (Danilo Gandin, 1985, p.22, Planejamento como prática educativa).
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