sábado, 11 de setembro de 2010

Chegamos ao último semestre!

Parece mentira, mas estamos no fim do curso. Agora é a hora de mostrar nossas aprendizagens ao longo desses quatro anos de convivência com colegas, tutores e professores.
Desde 2006/2 as aprendizagens foram muitas e certamente o TCC irá mostrar o quanto foi produtivo todo esse tempo. Desejo que todos nós possamos concluir com muito êxito, mais essa importante etapa.
Depois... é só comemorar! Abraços a todos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Término do estágio

Esta semana foi muito especial. Estamos chegando ao término do estágio, mas não ao fim do projeto. Estou impressionada com a autonomia e entendimento da minha turma quanto ao assunto África.
Meus alunos estão especialmente contagiados com o projeto e diariamente trazem contribuições sobre tudo o que eles estão assistindo, mesmo sem que eu tenha pedido, fazem anotações e trazem informações muito ricas.
Ficaram especialmente contagiados com a história do ator Breno Mello e o filme que assistiram (Orfeu Negro) foi muito marcante. É possível perceber na riqueza dos detalhes quando fazem relatos orais, escritos ou através de desenhos, onde que eles demonstram o que aprenderam.
Tenho certeza de que a experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora.
Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, a vivência deste estágio me mostrou a importância da formação continuada e do constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da própria prática e a busca de temas atuais, oportunizando uma reciclagem no meu modo de ver o trabalho que venho desempenhando nesses 18 anos de Magistério
“A educação como prática de liberdade, ao contrário daquela que é prática de dominação, implica na negação do homem abstrato, isolado, solto, desligado no mundo, assim também na negação do mundo como uma realidade ausente nos homens.”
FREIRE, Paulo. (1979). Educação como prática da liberdade. 17.ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Refletindo sobre o planejamento

Acredito que nossa tarefa como educadores é fazer com que nossos jovens enxerguem desde cedo que o cigarro traz malefícios. Suas substâncias químicas causam dependência e provocam inúmeros problemas de saúde. É preciso incentivar nossos jovens a dizer não ao cigarro, alertando-os desde cedo que o cigarro abre potencialmente as portas para outras drogas como a maconha e o álcool.

Essa questão delicada foi abordada esta semana, através de uma peça teatral para adolescentes, que meus alunos assistiram. Certamente foi dado o recado de uma forma lúdica através de uma linguagem bem acessível, através de muita conversa, o que muitas vezes nossos alunos só encontram na escola.

Confesso que quando fiquei sabendo desta atividade pensei “ah... vou ter que fugir do meu planejamento, do projeto África”. Mas lembrei-me o quanto são importantes estes assuntos que acabam entrando em nossa sala de aula. Nosso planejamento não pode ser “engessado”. Ele deve abrir espaço para outras questões e principalmente não podemos planejar apenas para vencer listas de conteúdos.

“Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados”. (Danilo Gandin, 1985, p.22, Planejamento como prática educativa).

domingo, 23 de maio de 2010

Refletindo sobre a prática

Esta semana posso dizer que foi muito produtiva. Tivemos aprendizagens bem significativas!
Digo, tivemos, pois tenho aprendido muito com o 5º ano B. Começamos a semana refletindo sobre uma frase de Bob Marley:
"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos,haverá guerra”.
Comecei a semana pedindo que os alunos dessem sua opinião sobre a frase e mais uma vez me surpreendi com sua capacidade de assimilação e entendimento da proposta de trabalho que estamos desenvolvendo. Ao trabalhar com a turma sobre o respeito à diversidade sinto que estão germinando as primeiras semntes. Estão conseguindo entender que acima de tudo, de qualquer diferença de opinião, sexo, etnia, pertencemos a uma única raça a humana...
Falamos também sobre um problema muito grave: o Bullying que infelizmente está trazendo consequências irreversíveis aos nossos jovens. Ao contrário do que eu imaginava, pensei que meus alunos tinham apenas curiosidade sobre o assunto. Quando falaram do menino vítima de bullying que foi assassinado em POA, os alunos falaram de situações muito graves que acontecem todo o dia na escola e puderam identificarar ações em que foram vítimas ou autores de bullying. O diálogo e a clareza no tema foram fundamentais para concientização de que estas práticas devem ser abolidas de nossa sociedade. "Como professor preciso me mover com clareza na minha prática. Preciso conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática, o que me pode tornar mais seguro no meu próprio desempenho." Pedagogia da autonomia, Saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire, 25ª edição, página 28. Paz e Terra Coleção Leitura.
Esta foi uma semana que me senti mais segura de que estou no caminho certo com minhas práticas e tenho certeza que precisamos conversar muito ainda para que tais situações possam ser abolidas entre nós.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Trabalhando com filmes

Esta semana pude ver o quanto está rendendo bons frutos o projeto que estou realizando com meu 5º ano. Estamos trabalhando o tema África e dentro do dele aboradamos diversos assuntos. Há alguns dias atrás assistimos o filme "Kiriku e a feiticeira" e nesta semana assistimos "Kiriku e os animais da floresta".
Os dois filmes trazem de maneira muito especial a trajetória do menino kiriku. As paisagens africanas que se vêem no filme são bem originais, assim como os traços dos personagens, suas roupas e objetos.
Trata-se de um garotinho africano que já nasceu falando e apesar de bem pequenino, o precoce Kiriku é muito inteligente e nunca se deixa abater pelas dificuldades da vida, por maiores que elas possam parecer.
No primeiro filme, ele salva sua aldeia da terrível bruxa Karabá. A saga prossegue no segundo filme onde Karaba ainda quer destruir a aldeia do pequeno africano, lançando sobre ela as mais diferentes pragas, feitiços e maldições. Porém o pequeno menino, com muito alto astral, inteligência tira tudo de letra.
Estas histórias mesmo simples fizeram a turma refletir bastante, principalmente na maneira de enfrentar as dificuldades da vida.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Aprendizagens sobre as famílias

Nesta semana a escola Salgado Filho esteve envolvida em uma gincana com o tema Família.
Inicialmente questionei o porquê da escola "Ter" que trabalhar o mesmo tema ao mesmo tempo. A justificativa que recebi foi a de que a escola não comemora dia das mães ou dos pais e sim a a semana da família, já que 30 % dos alunos não tem ou não mora com sua mãe.
Então pensei como iria trabalhar este assunto dentro do tema África?
Fui pesquisar um pouco e encontrei muitas curiosidades sobre as famílias africanas que puderam fazer parte do nosso trabalho, os alunos gostaram de conhecer outras realidades familiares, confrontar com a sua e atentaram principalmente com o fato do africanos a valorizarem os saberes de seus idosos.
Um aluno encontrou na web uma frase e trouxe para compartilhar com seus colegas. "Cada vez que morre um africano idoso é como se queimasse uma biblioteca"
Aproveitei o "gancho" e questionei a turma a respeito de como nós tratamos os idosos em nossa sociedade. Foi um trabalho muito bom, onde os alunos além de conhecer outras realidades familiares puderam refletir sobre a sua.
Tudo isso me fez lembrar de uma frase de Paulo Freire que diz "A primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir."
Dentro desse trabalho pude sentir o compromisso assumido pela turma em valorizar os saberes de suas famílias e dos idosos, a partir de seus comentários, demonstrando boa capacidade de reflexão.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Reflexões da semana (26 a 30 de abril)

Estou gostando muito de trabalhar o continente africano com minha turma. O interessante desse tipo de trabalho com acesso a internet é a riqueza de material , o acervo é infinito. Ficamos até meio perdidos no meio de tanta informação. Nessa semana, os alunos foram ao laboratório de informática pesquisar sobre os países africanos que falam português. Pedi a eles que procurassem mais ou menos os mesmos assuntos de cada país para depois poder fazer um comparativo entre eles. (População,educação, política, saúde...) Em meio a pesquisa os grupos começaram a reclamar que não estavam encontrando dados sobre saúde e educação. Questionei a turma então qual seria o motivo de não estarem encontrando muitas informações sobre tais assuntos. Alguns não conseguiram entender mas alguém da turma disse "acho que eles não querem mostrar a realidade professora!"

Fiquei cheia de orgulho com esta resposta, sinal de que eles estão começando a enxergar além...

O tipo de trabalho que estamos desenvolvendo proporciona um outro olhar ao educando. Quem sabe se eu tivesse feito um texto comparativo sobre tais países e levado para sala de aula, meus alunos, ou até eu mesma nem teria percebido isso?